quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Toneladas de trabalho

Olhando para a linda terra vermelha, revolvida em torrões macios pela grade do trator, não dá pra pensar que plantar capim possa ser muito difícil. É só jogar as sementes, certo? Quem dera... Colhemos amostras da nossa bela terra, e a análise mostrou que precisávamos corrigir a acidez. Me deu uma raiva... Me senti uma mãe que tem a filha reprovada na audição de balé. Como assim, a minha terra não passou no teste? Não é boa o suficiente? Que absurdo! Ela é com certeza a melhor de todas... Bom, mas depois me conformei. Tem que corrigir a acidez, não tem jeito. Mas como se faz isso? O técnico explicou que é só misturar um pouco de calcário. Na minha cabecinha inexperiente em pastos, imaginei alguns carrinhos de mão cheios de calcário. Então, quando começaram a me falar em toneladas, em dezenas de toneladas, caí das pernas.
O pior é que estas toneladas viriam de longe, então o preço do frete acabou quase igual ao do produto. Mas até aí se dá um jeito. Quem precisa viajar nas férias ou comprar roupas novas quando se pode adquirir um montão de calcário novinho? Já estou acostumada... O verdadeiro problema era: como passar com uma carreta carregada com esse peso elefântico por uma estradinha de terra, com ladeiras de cascalho, cheia de mata-burros meio desabados e pontes de madeira pelas quais temos medo de atravessar mesmo a cavalo. Fizemos a viagem várias vezes, experimentando caminhos alternativos, até conseguirmos determinar um trajeto mais seguro. E depois de uma manhã com o coração na mão, imaginando se um trator seria capaz de desencravar uma carreta que caísse num mata-burro, recebi a maravilhosa notícia de que o calcário tinha chegado em segurança.

Que beleza! Agora é espalhar e misturar na terra. Não seria tão difícil se a correia do trator que pegamos emprestado não tivesse arrebentado nos primeiros cinco minutos de trabalho.

Luís Henrique e Leandro quebraram a cabeça para solucionar o problema, enquanto a Frida aproveitava a sombra do trator pra descansar.


Que trabalheira! Tiveram que substituir a correia e só deu pra terminar o trabalho no dia seguinte. Mas no final a terra ficou "corrigida". Próximo passo: semear! As sementes ficaram guardadas lá em casa, com muito cuidado, como se fossem as joias mais preciosas, só esperando as chuvas começarem pra valer.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Músicas da minha infância



Coisa engraçada.... Tem algumas músicas que marcaram demais minha infância. Só de ouvir parece que me transporto de novo para aquela época, sinto até o cheiro da casa antiga, do chão de tacos recém-encerado... Mas nenhuma delas é música de criança.

Minha mãe trabalhava em período integral. Ela era meio workaholic. Se eu contar pra vocês que ela deu à luz a minha irmã mais nova na sexta-feira, e na segunda-feira foi trabalhar normalmente, vocês vão achar que é exagero, mas juro que a danada foi. Então as lembranças mais antigas que tenho são com a minha avó Ana e com a babá Simone. Simone era uma mocinha de uns dezesseis anos, toda romântica, cheia de sonhos. Cheia de carinho com as três pestinhas que éramos eu e minhas irmãs. Lembro da paciência infinita dela, lendo dezenas de vezes o mesmo livrinho de estórias pra mim.




Uma lembrança que ficou bem nítida é de quando eu tinha uns cinco anos, e a Raquel uns três. Nós duas e a Simone, nos balançando na rede da varanda, ouvindo Roberto Carlos no radinho de pilha e cantando junto a plenos pulmões na hora do refrão...




Outras músicas que estão enraizadas nas minhas memórias infantis são essas duas, que meu pai tocava no violão para nos ninar. Tão tristes... Tão lindas.... Nós três éramos completamente apaixonadas pelo pai, então um erro fatal dele era falar que ia cantar uma música pra essa ou aquela filha. Era briga na certa. Saímos até no tapa, de ciúmes dele!



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Música pra ouvir no volume máximo




Hoje, fuçando na net, achei um blog lindo: o Moça de Família, da Dani Moreno, e me empolguei com a blogagem coletiva musical. O tema da semana passada era: "Música pra ouvir no volume máximo." Nunca participei de blogagem coletiva, e nem sei direito como funciona, mas me emocionei com a música que ela escolheu (Alegria) que é realmente de arrepiar, me lembrei de quando meu carro tinha som (bons tempos...) e eu voltava do trabalho ouvindo música literalmente no volume máximo, e às vezes cantando junto, e sempre assustava algum motorista desprevenido do carro ao lado, quando parava nos semáforos. Então resolvi postar, mesmo atrasada, uma das músicas que merecia volume máximo (difícil escolher uma só, né?). Mas essa foi a primeira que me veio à lembrança. Amo a voz poderosa do David Phelps. E amo a letra... Então aí vai!